Ch’ang-O – Deusa da Lua e da Contemplação

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Ch’ang-O – Deusa da Lua e da Contemplação | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
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  • Atribuições: Deusa da Lua, da coragem, do poder e da fertilidade
  • Símbolo: Lua, pérola, coelho
  • Local: China
Ilustração de Ch'ang-O | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo

Ao contrário de muitas Deusas e Deuses que personificam elementos da natureza, Ch’ang-O (ou Chang’e) não personifica a Lua, ela a tem como morada e devido a isso é chamada por vezes de Mulher da Lua.

Essa história da mitologia chinesa conta que Ch’ang-O era uma imortal com aparência de jovem que trabalhava no palácio do Imperador de Jade, localizado no céu. Um dia ela, acidentalmente, quebrou um vaso de porcelana estimado pelo Imperador e ele, furioso, a baniu para a Terra para viver como mortal. Ela só poderia retornar ao céu se contribuísse com algum serviço valioso durante sua permanência neste plano.

Como mortal, essa Deusa era filha de fazendeiros que não tinham muito dinheiro. Com 18 anos ela conheceu o arqueiro Houyi e eles se tornaram amigos próximos com rapidez.

Um dia, algo estranho aconteceu: dez sóis se levantaram do horizonte e começaram a queimar o planeta e tudo que nele vivia. Com maestria, Houyi disparou 9 flechas e derrubou 9 dos sóis, salvando o planeta e sendo nomeado rei, desposando Ch’ang-O em seguida.

Como soberano, ele conseguiu um medicamento muito especial que lhe garantiria a imortalidade. Essa pílula era parecida com uma pérola e emitia um estranho brilho. Houyi a escondeu e nunca contou à sua esposa sobre ela.

Sem saber o que era e para que servia, um dia Ch’ang-O encontrou a pílula e a engoliu, tornando-se novamente imortal. Porém havia um custo para quem consumisse o medicamento: viver para sempre na Lua.

Ela flutuou em direção ao céu até aterrissar na Lua, onde está até os dias de hoje.

De ínicio ela se sentiu sozinha, mas logo fez amizade com o coelho que também vive lá. Eventualmente, Houyi também ascendeu ao céu e construiu um palácio no sol, então dessa maneira os dois passaram a representar o Yin Yang.

 

Festival da Lua

Todo ano no dia 15 do 8º mês do calendário chinês (data que marca o começo do Outono e acontece por volta de 22 de setembro no hemisfério norte e 20 de março no hemisfério sul) é comum preparar um bolo para oferecer à Deusa junto à frutas como uvas e melancias.

Os chineses arrumam uma mesa no jardim ou em frente à suas casas e mostram a sua devoção junto com a família e amigos.

Esse período se dá durante o Festival do Outono, período do ano em que a lua está mais próxima da Terra. É daí que se deu a origem dos “moon cakes”, ou bolos lunares.

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Invocando Ch’ang-O

Lembrete:

Dentro da Wicca não existem regras e nem receitas prontas para invocar nenhuma Deusa. O ritual de invocação parte de dentro de cada um. Porém, ao vermos os mitos e símbolos de cada Deusa, podemos sugerir formas de invocá-las. Lembre-se também de checar nosso Calendário para datas festivas, eventos e curiosidades.

Ch’ang-O pode ser invocada para obter coragem, libertação e crescimento espiritual.

Com os ensinamentos que possuímos na Wicca, conseguimos fazer um simples ritual para invocá-la e demonstrar devoção.

Preferencialmente, deve ser feito durante uma Lua Cheia, onde temos uma conexão mais próxima com a Deusa.

Itens necessários

  • 1 vela branca
  • 1 vela prata
  • Incenso (o que preferir)
  • Pérola ou algum símbolo equivalente que remeta à essa Deusa

Execução:

Durante o luar, acenda a vela branca e o incenso em algum lugar calmo e medite sobre o pedido que queira fazer ou sobre a solução que deseja resolver. Contemple a Lua e a Deusa enquanto aguarda o recebimento da intuição para solucionar suas questões ou receber seu pedido.

Continue contemplando a Lua e a Deusa. Acenda a vela prata e agradeça Ch’ang-O por ouví-la(o) e dar-lhe as ferramentas necessárias para encarar as situações que queira mudar.

Tarot da Deusa

Ch’ang-O é uma Deusa presente no Tarot da Deusa. A carta número IX, Chang O, representa a Contemplação.

Ch’ang-O, a Deusa da Lua chinesa foi exilada na Lua por causa das suas necessidades de obter divindade. Com uma lebre branca como sua única companhia, ela passava muito tempo sozinha contemplando os mistérios da vida.


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